Ginjal e Lisboa

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31 dezembro, 2013

No virar do ano, desejo a todos um bom 2014. Bailemos agora!!!!!


A todos os que por aqui passam, desejo um 2014 à medida dos vossos desejos ou melhor ainda. 
Bailemos, cantemos, lutemos. 
Defendamos os nossos sonhos.



Bailemos agora, por Deus, ai velidas,
so aquestas avelaneiras frolidas
e quen for velida como nós, velidas,
     se amigo amar,
so aquestas avelaneiras frolidas
     verrá bailar.

Bailemos agora, por Deus, ai loadas,
so aquestas avelaneiras granadas
e quen for loada como nós, loadas,
     se amigo amar.
so aquestas avelaneiras granadas
     verrá bailar.


['Bailemos agora' de João Zorro na voz de José Afonso]

FELIZ 2014!!!



01 janeiro, 2013

Só pode ser ali e por pouco tempo


Vita brevis. Tempus fugit.

Deram-nos a vida e escolheram-nos o sítio onde a viveríamos. Um pequeno rectângulo. E um instante, não mais que um breve instante.

Tão breve esse instante que não desperdiçarei nenhum pequeno fragmento. Nem aceitarei de bom grado que quem quer que seja estrague o breve instante que é a minha vida. E as águas que vierem e o calor e as chamas que vierem será para meu deleite, não para minha derrota. 

Por isso, agarro a vida com as mãos, com os dentes, e fixo as imagens que vejo e espalho as palavras que nascem de mim pelos espaços para que o meu breve instante atravesse os tempos, os espaços, chegue até onde os pássaros se acolhem, chegue até vós.

E agradeço ao desconhecido deus benevolente que olha por mim e peço que assim continue, protector e amigo, e que olhe também por vós, meus Amigos.

E que nunca caiam as pontes entre nós.



[Há pouco, ao comentar o post da Olinda Melo, lembrei-me da canção do Pedro Abrunhosa e, por isso, essa é hoje a minha escolha]


Fogo de artifício visto da janela na passagem de ano 2012/2013
Façamos com que haja razões para festejar




                                            Um deus benevolente atribuiu-nos
                                            uma morada

                                            Disse: só pode ser ali
                                            e por pouco tempo

                                            Que a invasão das águas
                                            o calor e as chamas

                                             não tardam
                                             E assim foi



                                             [Poema de Rui Caeiro in O quarto Azul e outros poemas]