Ginjal e Lisboa

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17 agosto, 2011

Carminho interpreta Senhora da Nazaré

Oriunda de uma família de fadistas, Carminho, uma jovem bem do nosso tempo, solidária, aventureira, tem fado no sangue.

Aqui a temos, um look contemporâneo e um fado bem tradicional. Muito bem.


Senhora da Nazaré, rogai por mim,
Também sou um pescador que anda no mar.
Ao largo da vida aproei nas vagas sem fim,
Vi o meu barquito de sonhos sempre a naufragar.
As minhas redes lancei com confiança,
Colhi só desilusões num mar ruim.
Perdi o leme da esperança,
Eu não sei remar assim.
Senhora da Nazaré, rogai por mim.


(Letra de 'Senhora da Nazaré', composição de João Nobre)

15 fevereiro, 2011

Escrevi Teu Nome no Vento pela Carminho

Carminho, uma jovem fadista com muito valor, visita, uma vez mais, o Ginjal.

A sua voz casa bem com este espaço.


Escrevi teu nome no vento
Convencido que o escrevia
Na folha dum esquecimento
Que no vento se perdia

Ao vê-lo seguir envolto
 Na poeira do caminho
Julguei meu coração solto
 Dos elos do teu carinho

Em vez de ir longe levá-lo
 Longe, onde o tempo o desfaça
Fica contente a gritá-lo
Onde passa e a quem passa

Pobre de mim, não pensava
 Que tal e qual como eu
O vento se apaixonava
 Por esse nome que é teu

E quando o vento se agita
 Agita-se o meu tormento
Quero esquecer-te, acredita
 Mas cada vez há mais vento

(Letra de 'Escrevi o teu nome no vento', composição de Jorge Rosa e Raul Ferrão)

02 dezembro, 2010

Meu amor marinheiro interpretado por Carminho

Uma Menina-Fadista canta um belo fado e João Botelho, marca de qualidade, filma o clip promocional.     


Tenho ciúmes,
Das verdes ondas do mar
Que teimam em querer beijar
teu corpo erguido às marés.

Tenho ciúmes
Do vento que me atraiçoa
Que vem beijar-te na proa
E foge pelo convés.

Tenho ciúmes
Do luar da lua cheia
Que no teu corpo se enleia
Para contigo ir bailar

Tenho ciúmes
Das ondas que se levantam
E das sereias que cantam
Que cantam p'ra te encantar.

Ó meu "amor marinheiro"
Amor dos meus anelos
Não deixes que à noite a lua
Roube a côr aos teus cabelos

Não olhes para as estrelas
Porque elas podem roubar
O verde que há nos teus olhos
Teus olhos, da côr do mar.
(Letra de O meu Amor Marinheiro, Carminho)